Clínica Dr. José Olimpio Carneiro

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Risco de doenças cardíacas aumenta após a menopausa

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RISCOS CARDIOVASCULARES APÓS A MENOPAUSA

A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas exige atenção especial à saúde cardiovascular. Após esse período, o risco de hipertensão, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares tende a aumentar.

Esse aumento não ocorre apenas pela menopausa. Ele resulta da combinação entre o envelhecimento, as alterações hormonais e fatores como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, excesso de peso, acúmulo de gordura abdominal, sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada, histórico familiar e qualidade insuficiente do sono.

Com a redução dos níveis de estrogênio, podem ocorrer mudanças desfavoráveis no organismo, como aumento do colesterol LDL, elevação dos triglicérides, maior resistência à insulina, alterações na pressão arterial e redistribuição da gordura corporal, com maior concentração na região abdominal. Essas mudanças podem favorecer a formação de placas de gordura nas artérias e aumentar o risco cardiovascular.

Entretanto, a menopausa não significa que a mulher necessariamente desenvolverá uma doença cardíaca. Ela representa um momento importante para reavaliar os fatores de risco e fortalecer as medidas de prevenção.

COMO PROTEGER O CORAÇÃO APÓS A MENOPAUSA

A prevenção deve incluir acompanhamento médico periódico e controle individualizado da pressão arterial, do colesterol, da glicemia, do peso e da circunferência abdominal.

A alimentação exerce papel fundamental. A recomendação é fazer dos alimentos in natura ou minimamente processados a base das refeições, com maior presença de verduras, legumes, frutas, feijões, cereais integrais, castanhas e outras fontes de fibras. Peixes e fontes de gorduras insaturadas, como azeite de oliva, também podem integrar uma alimentação equilibrada.

O consumo de sal, açúcar, carnes processadas, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados deve ser reduzido. Refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, embutidos, macarrão instantâneo, refeições prontas e outros produtos ultraprocessados geralmente apresentam excesso de sódio, açúcar ou gorduras e pouca quantidade de fibras e nutrientes protetores.

Além da alimentação, é importante praticar atividade física regularmente, não fumar, limitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter um sono adequado e cuidar da saúde emocional. Essas medidas ajudam a controlar a pressão, o colesterol, a glicemia e o peso corporal, reduzindo o risco de infarto e AVC.

A menopausa precoce, especialmente quando ocorre antes dos 45 anos, merece atenção adicional. A retirada cirúrgica dos dois ovários em idade jovem também pode estar associada a maior risco cardiovascular. Essas situações devem ser informadas ao médico durante a avaliação.

A terapia hormonal pode ser indicada para o tratamento de determinados sintomas da menopausa, após avaliação individual dos benefícios e dos riscos. Entretanto, não deve ser iniciada com a finalidade exclusiva de prevenir infarto ou outras doenças cardiovasculares.

CUIDAR DO CORAÇÃO É UMA DECISÃO PARA TODA A VIDA

O período após a menopausa deve ser entendido como uma oportunidade para intensificar a prevenção. Consultas regulares, exames indicados pelo médico e hábitos saudáveis permitem identificar alterações precocemente e reduzir de forma significativa o risco cardiovascular.

Cada mulher apresenta uma combinação própria de fatores de risco. Por isso, a prevenção deve ser individualizada e orientada por profissionais de saúde.

Conteúdo fundamentado nas recomendações da Organização Mundial da Saúde, da Sociedade Brasileira de Cardiologia — Diretriz Brasileira sobre Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa, da American Heart Association e do Guia Alimentar para a População Brasileira.

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